MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO JOSÉ, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE FIGUEIRA, MINAS GERAIS, BRASIL, À VIDENTE IRMÃ LUCÍA DE JESÚS

Existem tantos diálogos com Deus como milésimos de segundo do tempo do mundo. A cada instante, uma alma entra em diálogo com o seu Criador, confessa-se, expõe-Lhe suas necessidades e desejos, seus pesares e alegrias, suas queixas e agradecimentos, seu silêncio e seu canto, suas angústias e sua paz. E, mesmo os que dizem não acreditar em Deus, entram em diálogo com o Senhor, suas almas vão além de qualquer incredulidade, porque o diálogo com o Criador é algo natural como respirar e viver. 

Cada diálogo que lhes contei traz um impulso para que saibam que Deus não apenas escuta os questionamentos mais profundos de suas almas, mas também responde com sabedoria, compaixão e Amor a cada uma deles. Por isso, filhos, haverão não apenas de falar e falar diante de Deus, mas também silenciar para escutá-Lo. 

Orar é entrar em diálogo com o Criador, e um diálogo é feito de verbo, mas também de silêncio. Disponham então os seus corações para que Deus também encontre espaço em suas almas para lhes falar, para que seja Ele que inicie o diálogo, para que corrija suas vidas, inspire-os e guie, indique o caminho e os ensine a retornar quando estiverem trilhando o caminho errado.

Há em seu interior uma ponte para o Coração do Pai, ponte que deve estar sempre pronta, sempre unindo as dimensões, sempre criando vínculos entre o Criador e Suas criaturas.

Assim, filhos, poderão escutar a Deus e não duvidarão de que é Ele quem lhes fala ao coração. Deus transmite paz, humildade e Misericórdia, mas fala também com retidão, com justiça e com a Lei. Em tudo sintam o Seu profundo Amor pela vida.  

Têm a Minha bênção para isso. 

São José Castíssimo

 

 

MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO JOSÉ, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE FIGUEIRA, MINAS GERAIS, BRASIL, À VIDENTE IRMÃ LUCÍA DE JESÚS

Uma alma que buscava aprofundar sua fortaleza em Cristo, renovar-se n'Ele diante de cada prova, questionou o Senhor, dizendo: – “Senhor, de onde vem a fé dos primeiros cristãos? De onde vem a fortaleza daqueles que souberam e sabem entregar a sua vida por amor?”

E o Senhor respondeu-lhe: – “Não apenas a fé dos primeiros cristãos, alma amada, mas também a fé de todos aqueles que sabem entregar sua vida por amor a Deus está baseada na certeza de Minha Existência Celestial. Essas almas sabem que seu testemunho de amor resgata e inspira os que estão sem esperança e os que perderam a fé. Sabem que seu exemplo gera méritos para a salvação dos mais pecadores. Sabem que sua vida é como um sopro, de tão frágil e passageira, mas, durante esse breve sopro, devem amar com todo o seu ser e de todo o coração.

Seguindo o mandamento que lhes deixou Meu Filho, não há maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. E, dar a vida, alma pequena, não é apenas morrer, mas, sobretudo, doar-se com todo o seu ser e de todo o coração, ser testemunha viva da entrega e do amor, da Graça e da Misericórdia que fluíram e seguem fluindo do Coração Crucificado de Cristo.

Por isso, alma Minha, esteja teu esforço em amar e adentrar mais profundamente em Meu Amor. Assim, toda a fé e toda a Graça te serão reveladas.”

Que esse diálogo, filhos, ensine-os a estar fortalecidos em Deus, e não no mundo, e que no sopro ligeiro da vida saibam amar com tudo o que são.

Têm a Minha bênção para isso.

São José Castíssimo

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Uma alma convertida e arrependida de seus pecados mais profundos questionou o Senhor, dizendo: – “Senhor, aqui estou, confiando na grandeza de Teu Amor e descobrindo a Graça de Teu perdão. Dize-me, ó Pai, como posso ser eu perdoada e amada e, mais do que isso, como posso sentir em meu coração que fui tocada pelo Teu perdão?”

E o Senhor respondeu-lhe: – "Amada és, alma pequena, desde o primeiro respiro de tua consciência, desde que Meu Espírito pousou sobre ti e te deu alento e vida. Desde então és profundamente amada.

Perdoada és quando abraças o perdão e compreendes que não Sou Eu quem te priva dele, mas és tu quem passa por ele e não o vê; és tu que não lhe estende as mãos, por estar ocupada com a ignorância e com o pecado. 

Quando despertas e abres teus olhos para Meu infinito Amor, pode ser tocada por Minhas Santas Mãos. Meu Espírito te alça de volta para a pureza e a paz, e é ali que podes encontrar o Meu perdão e compreender que, em verdade, sempre estive aqui. 

Deixa então, alma Minha, que tuas angústias e incertezas deem lugar ao Meu Amor por ti, e vê que o Meu perdão está frente aos teus olhos, batendo à porta de teu coração. Deixa que ele entre e transforme tua morada interior.”

Que esse diálogo, filhos, ensine-lhes que manter-se no pecado ou na ignorância ou ser abraçado pelo Amor e o Perdão é apenas uma escolha de cada ser. São amados desde o princípio, filhos esperados por seu Criador; basta agora que abram os olhos e vejam que diante de todos vocês habita, com paciência e esperança, o Amor de Deus.

Têm a Minha bênção para isso. 

São José Castíssimo

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Uma alma, que se sentia perturbada por não conseguir conter o fluxo dos seus pensamentos ao orar, questionou o Senhor, dizendo: – “Senhor, quando paro para estar diante de Ti e orar, meus pensamentos seguem agitados, as palavras de minha oração se confundem com o verbo incessante de minha mente e não encontro paz. Como posso, Deus, purificar meus pensamentos para estar em paz diante de Ti?”

E o Senhor respondeu-lhe: – “Alma pequena, tua mente é um espelho de tudo o que recebes e consomes do mundo. Aquilo com que tens contato durante o teu dia é o que estará em teus pensamentos quando chegar o momento de orar. Para que alcances a paz, não há uma fórmula, mas uma atitude que se deve transformar dentro de ti, uma decisão de já não buscar determinadas coisas que apenas poluem tua mente e tomam espaço em teu coração.

Se fizeres o contrário, e, no lugar de alimentar tua mente com as coisas do mundo, a alimentares com as coisas do Céu, verás como a oração será para ti um momento de aprofundamento interior, e não de eterna e constante autotransmutação. Mas, para isso, deves escolher pensar e sentir corretamente, cortar os pensamentos degenerativos, deter-te diante dos impulsos que te conduzirão para a obscuridade e sempre escolher estar em Mim e pensar no que te conduz ao Meu Coração.”

Que esse diálogo, filhos, ensine-lhes como estar em Deus e permanecer n'Ele, construindo em cada instante de seus dias, através das pequenas escolhas, o seu momento de oração.

Têm a Minha bênção para isso.

São José Castíssimo

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Quando a alma da natureza entra em diálogo com Deus, o que ela diz? Como é respondida pelo seu Criador?

A alma da natureza fala com Deus em silêncio, através da expressão da beleza e do movimento dos elementos. A alma da natureza expressa ao Criador a sua dor através do vento, da chuva, do céu fechado e silencioso, do tempo que parece se deter para sentir a vida da Terra. 

A natureza expressa sua doação e amor através das flores, dos frutos, das folhas verdes e das folhas que se secam, entregando-se à renovação. Fala através do profundo silêncio dos oceanos, do seu equilíbrio e da sua entrega, do seu serviço constante e abnegado, seu esforço em manter vivo o Projeto do Criador para este mundo. 

A alma da natureza fala com Deus através do silêncio da terra, renovando em suas camadas mais profundas os registros mais antigos da humanidade, transformando com fogo o que passou e entregando ao planeta matéria que nutre, que supre, que sustenta.

E Deus responde à natureza com o sol que ilumina e comunica a vida, com a noite que restaura e traz alento, com o sopro que se faz ar e respiro, para que, apesar de toda a densidade do planeta, haja Espírito no espírito dos seres. Deus responde à natureza com gratidão, renovando sua perfeição e beleza, sua vida e sua forma, sua paz.

Que este diálogo, filhos, ensine-os a servir sem condições, a doar-se por amor, a expressar paz mesmo em tempo de caos, a adorar em silêncio quando o mundo se agita e a receber do Senhor a gratidão e o Amor de Seu infinito Coração. 

Têm a Minha bênção para isso. 

São José Castíssimo

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Uma alma que por muito tempo se preparava para a grande tribulação do planeta, à medida que esta se aproximava, sentia-se mais insegura e ignorante. Sentia o desconhecido dessa provação planetária e questionava o Senhor, dizendo: – “Senhor e Pai Eterno, como posso eu estar pronta para viver estes tempos? Como posso ir além de minha ignorância e ingressar em Tua Sabedoria? Como posso ir além de meus medos e ingressar em Tua Paz?”

E o Senhor respondeu-lhe: – “Como percebes, alma pequena, estes tempos são novos e esta provação, desconhecida e desafiadora para toda a vida na Terra e além dela; mas, em teu interior, encontram-se Minhas Graças e todos os dons que um dia, enquanto oravas e servias, fui depositando. Eles emergirão e serão teu auxílio e tua paz.

Dentro de ti, porém, vive também uma síntese, que te permite encontrar aquilo que ainda não foi vivido: amor-sabedoria ainda não alcançado em nenhuma época da humanidade, mas apenas no Coração de Meu Filho. Para isso, alma pequena, deixa que todos os aprendizados mais profundos da humanidade se sintetizem em teu interior.

Vive e sente a ignorância dos povos primitivos, que, em sua simplicidade mental, não permaneceram ali, mas foram capazes de lançar-se no desconhecido para sobreviver e evoluir. Toma dali os registros mais profundos da possibilidade humana de romper barreiras e crescer. Cresce, então, não apenas como ser humano pensante, mas como ser humano que sente a vida, que comunga e que se encontra no Todo da Criação.

Vive a pureza dos povos indígenas, os povos originários. Vive a perseverança dos que, apesar de toda a ânsia de poder na humanidade, escolheram a pura sabedoria e permaneceram em sua paz.

Vive em teu interior a compaixão do Oriente, a ciência pura do estudo do corpo, da natureza e das estrelas, que faz com que a consciência humana reconheça, ao mesmo tempo, sua grandeza e sua pequenez.

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Uma alma que se sentia agraciada por todas as bênçãos que chegavam à sua vida constantemente, em um momento de oração, questionou o Senhor, dizendo: – “Senhor amado, tudo tenho e tanto mais recebo de Ti a cada dia; diz-me o motivo de tantas bênçãos. O que devo fazer com cada Graça recebida? Como posso agradecer os Dons de Teu eterno Espírito?” 

E o Senhor respondeu-lhe: – “Vê, alma pequena, que do Universo Celestial fluem constantemente Dons e Graças para toda a vida. Meu Amor é vertido sobre a Criação, indistintamente, para todos aqueles que se abram para vivê-lo.

Se tu Me abres as portas de teu coração, de tua consciência e de tua vida, essas Graças fluirão por ti e inundarão tudo ao teu redor. Mas, quando Me fecham as portas, quando são ignorantes ou indiferentes, quando estão com sua atenção voltada apenas para o mundo, Meu Manancial passa e simplesmente passa, sem que o sintam, sem que o vejam ou o percebam.

Tudo o que envio às criaturas é por Amor, para que cresçam, renovem e recriem a Criação. Por isso, toma as Minhas bênçãos e sê uma alma agradecida; toma os Meus Dons e multiplica-os através do serviço, da oração, do exemplo vivo de cada dia em que Eu vivo em teu interior e que Minhas Graças fluem em ti, para que assim os cegos possam ver, os que têm medo possam se arriscar, os que não amam possam se abrir, os que não servem e não saem de si possam se doar e descobrir o imenso Amor que flui de Meu Coração para aqueles que se doam sem condições.

Que Minhas Graças e bênçãos não permaneçam em ti e em nenhuma alma deste mundo, mas que cresçam, multipliquem-se, renovem-se e cheguem a todos os seres.”

Que esse diálogo, filhos, ensine-os a perceber o fluir da Graça de Deus, a recebê-la, multiplicá-la e doá-la constantemente.

Têm a Minha bênção para isso.

São José Castíssimo

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Uma alma que aspirava a viver e expressar a pureza de seu coração, mas que sentia esse atributo corrompido em seu interior, orava a Deus pedindo-Lhe que a pureza voltasse a emergir, e questionava o Senhor, dizendo: – “Senhor, sei que há em mim o atributo da pureza, porque sei que, ao criar-me, colocaste essa pureza em meu interior, mas, ao longo desta vida, acredito que a perdi e não consigo encontrá-la. Como recobrar a pureza em meu coração? Como amá-la e expressá-la mais do que todas as energias capitais que circundam nossos seres?”

E, com amor, o Senhor respondeu-lhe: – “Alma pequena, sim, desde o princípio da vida a pureza habita em teu ser; pureza essa que provém do Ventre Imaculado que te criou no universo infinito de Minha Criação. Essa pureza não se perde, mas, sim, é ocultada por todas as experiências humanas que não a permitem expressar-se nos corações de Meus filhos.

Para que ela volte a emergir e ganhe espaço em toda a tua consciência, o que se deve transformar em ti é o teu conceito de amor e o próprio amor em teu coração, ou seja, alma pequena, deves amar mais a Mim, Meu Plano e Meu Reino do que os homens e as coisas do mundo. Mas esse amor deve ser verdadeiro, genuíno e incondicional. Não deve haver condição alguma que imponhas para Me amar, e, aos poucos, esse amor te fará ver a vida e cada ser com olhos diferentes.

É o amor por Deus o que transforma as criaturas. Meu Amor em vocês muda seus pensamentos e sentimentos, muda sua forma de agir, muda suas necessidades e aspirações, lava seus olhos e as manchas em seus corações, fazendo com que recobrem a pureza.

É assim, alma amada, que não deves buscar vencer as energias do mundo para expressar essa pureza, porque, se assim for, estarás em constante batalha e não conhecerás a paz. Esforça-te, antes, apenas em amar-Me, com verdade e inteireza, e que cresça em ti Meu Amor. Assim encontrarás a pureza em teu interior.”

Que esse diálogo, filhos, ensine-lhes que todos os mistérios celestiais e a pura expressão dos seres se guardam tão somente no Amor de Deus. Basta amar o Criador com todo o seu ser, com verdade e incondicionalmente.

Têm a Minha bênção para isso.

São José Castíssimo

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Uma alma que sentia-se perturbada por seu mundo interior descontrolado, seu corpo enfermo, sua mente sem equilíbrio, sentia que seus problemas já não tinham solução, e questionava a Deus, dizendo: – “Senhor, sou um poço de doenças e de misérias, um poço de imperfeições e dificuldades. Sinto que não há solução para mim, sinto que não há razão para viver. Podes Tu dizer-me qual o sentido de permanecer assim?”

E, depois de um longo tempo em silêncio, o Senhor respondeu-lhe: – “Alma amada, as soluções do Céu não são as mesmas da Terra. Tudo o que pareces padecer sem fim já é, em verdade, a resposta para o equilíbrio de algo que em teu interior precisava ser equilibrado. As doenças que os seres vivem têm, em verdade, inúmeras razões e sentidos, mas todas elas buscam despertar o sentido da fragilidade humana, para que as almas não permaneçam na autossuficiência e, sim, percebam que, apenas quando houver unidade com toda a vida, haverá cura. 

Um corpo apenas estará em equilíbrio quando todos os seus sistemas funcionarem em unidade, e, se a menor das células sentir-se autossuficiente e começar a construir o seu próprio plano dentro do corpo, haverá desequilíbrio e enfermidade, e, por menor que seja essa célula, um ser pode chegar à morte apenas por sua rebeldia.

Quando uma alma está enferma, necessita compreender-se parte de um Todo. E, para voltar ao seu equilíbrio, para curar-se, deve ser amparada pelo poder da unidade; deve deixar que o amor e o auxílio do próximo supram aquilo que, por si mesma, já não está conseguindo; deve permitir que a unidade com a vida, com os universos, com Deus volte a reinar em seu coração. Que essa alma não se sinta sozinha, isolada ou separada de um corpo maior. 

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Uma alma que aspirava a poder um dia viver a unidade com todos os seres e com Deus buscava em cada religião pontos que pudessem unir, no amor e no respeito, cada uma delas. E um dia, em oração, questionou o Senhor, dizendo: − “Senhor, Tu és o mesmo Deus para todas as religiões verdadeiras. És o mesmo que inspira os corações e as almas pelo caminho de retorno ao Teu Espírito de Amor. Diz-me, então, o que há em cada religião que nos une, que nos faz, a todos, Teus filhos?”

E o Senhor, com amor, respondeu-lhe: − “O que faz, alma pequena, com que sejam Meus filhos não são as religiões, mas a própria vida. O fato de existirem na vasta Criação faz de cada ser um filho de Deus, amado e predileto, criado por um propósito e com uma missão.

As religiões são impulsos que dei à humanidade, de tempos em tempos, para que as almas recordassem o caminho para a sua evolução, mas não apenas através delas enviei esses impulsos ao mundo; fi-lo também através da natureza, do silêncio, do serviço e, muitas vezes, através do sofrimento, porque alguns de Meus filhos escolheram esse caminho para despertar e perceber que não estavam compreendendo a vida da forma correta e que estavam perdendo o verdadeiro sentido de sua existência.

Através das religiões, enviei impulsos ao mundo que, à medida que os seres humanos cresciam e evoluíam mental, emocional e animicamente, puderam ser mais amplos, mais claros, mais diretos.

Através de Krishna, conduzi-os ao despertar de um grau de amor simples, amor pela vida, pelos elementos, pelas energias. Conduzi-os a uma percepção mais ampla da existência e comecei a criar um caminho de retorno ao Meu Coração. Porém, cada ser compreendeu a religião de uma forma diferente e a manifestou segundo as suas possibilidades, que muitas vezes não foram puras como os Meus impulsos.

Através de Buda, ensinei-lhes a unidade com o Todo, o amor compassivo e a paz. Ensinei Meus filhos a viverem em comunhão com o universo e a saírem das rodas constantes dos erros e das consequências. Já estavam prontos para compreender que são vocês mesmos os responsáveis pela própria vida e, através de suas escolhas, atraem para si os Raios e os impulsos que os elevam ou os corrigem, segundo o que escolhem viver.

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Uma alma desperta e servidora, que por muitas vias buscava cumprir com sua missão e expressar a Vontade de Deus, questionou o Senhor, dizendo: – “Senhor, apesar de orar, buscar uma vida evolutiva, dispor sempre a Ti meu coração, aspirar ao serviço permanente, ainda assim sinto que não consigo manifestar minha missão completamente. Diz-me, então, como fazê-lo.”

E o Senhor respondeu-lhe: – “Até agora, alma pequena, cada esforço teu foi valioso, cada transformação vivida foi como um presente aos pés do Meu Altar, mas, nesta etapa de tua evolução, deves começar a compreender e a viver o sentido mais profundo da entrega, da doação de si e da vida evolutiva. 

Chegou o momento de colocares em Minhas Mãos aquilo que tens de mais apreciado: teu amor próprio, tua forma de ver a evolução, tudo o que crês saber, tudo o que consideras bom e que te faz uma boa alma diante dos demais. Chegou a hora de colocares em Minhas Mãos não apenas tuas misérias, mas também tuas virtudes, tua necessidade de demonstrar a todos como as vives e, ainda que penses que estás dando um exemplo ao próximo, já não é o que Eu necessito de ti. Teu maior exemplo será oculto, mas ressoará em toda a consciência planetária, em toda a Criação. 

Entrega-Me tua forma de viver e de se expressar, tua forma de servir e de amar, tua forma de orar e de conhecer o universo, porque Eu aspiro a fazer novas todas as coisas dentro de ti, para que alcances um conhecimento maior sobre a existência e para que experimentes um grau maior de amor. Deves deixar para trás tudo o que viveste até agora, agradecendo e reverenciando tudo o que foi aprendido e entregando aos Meus Pés, como uma escada que te permitiu chegar até Mim, mas que agora deves deixar para subir por outros degraus, que conduzem a uma união mais profunda Comigo. 

Isso começa, alma amada, sendo consciente da necessidade de ser nova e deixar para trás o que passou. Quando Eu sentir, então, que teu coração está pronto e despojado de tudo o que viveste anteriormente, te mostrarei um novo caminho, te darei a conhecer novas ciências, te revelarei um Amor maior, fruto de tua entrega e de tuas renúncias, fruto de teu vazio.”

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Uma alma devota e disposta a dar sempre mais de si a Deus, enquanto orava, questionava o Senhor dizendo: – “Senhor, elevo minha voz aos Céus e rogo pelas almas que sofrem, pelos Reinos da Natureza, pelo planeta, pelo Teu Plano. O que mais devo fazer para que essa oração verdadeiramente chegue a Ti e gere méritos para a salvação e a redenção do mundo?”

E o Senhor respondeu-lhe: – “Enquanto orares, fala Comigo, pronuncia cada palavra não apenas para escutar tua própria voz e sentir que estás cumprindo com tua parte. Ora, deixando que tua essência Me olhe nos Olhos, que teu coração esteja dentro do Meu e que teu verbo seja um eco em todo o Infinito, em toda a Criação. 

Para orar assim, filha amada, alma Minha, precisas estar inteira diante de Mim, sem que te importe o tempo, o cansaço, as sensações do corpo ou aqueles que estão a teu redor, se eles se esforçam como tu fazes ou se dormem e se distraem em suas palavras. Que não te importe nada mais que Minha Presença e a imperiosa necessidade que o mundo tem de orações sinceras e verdadeiras.

Quando cantares, que não se importem teus ouvidos com o som da tua voz, que não se importe tua mente com quem te está escutando, mas que se importe teu coração em afinar tua voz e estar diante de Mim, cantando com perfeição para Aquele que é Dono de todo som, Criador de cada nota, de cada tom, capaz de transformar tua vibração em dons que se expandem pela Vida, transformando vidas. Assim, alma pequena, deve ser tua oração.”

Que esse diálogo os ensine, filhos, a se aprofundarem a cada dia em suas orações. Que elas sejam sinceras e que cheguem a Deus.

Têm a Minha bênção para isso. 

São José Castíssimo

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Sentindo em seu peito uma angústia profunda, que não sabia explicar, uma alma questionou o Senhor, dizendo: – “Senhor, em meu coração há um sentimento que não explico. Não sei se é tristeza ou confusão. Não sei se é angústia ou pesar. Não sei se me falta um sentido para viver ou se estou sentindo a Tua dor, a dor do mundo. Poderás Tu me explicar o que sinto?”

E o Senhor respondeu, dizendo-lhe: – “Alma pequena, contempla o Infinito e a vastidão do universo. Contempla a grandeza e a complexidade da vida. Contempla os mistérios ocultos nas estrelas. Tão infinito como a vida é o teu próprio ser, e o que sentes e vives muitas vezes não provém desta Terra nem deste tempo, mas de um espaço e um tempo distantes do que vives hoje. Muitas vezes, a angústia de teu coração provém do Infinito, de partes de tua consciência que habitam no universo, onde a vida segue a sua evolução, criando-se e recriando-se constantemente.

Mas não importa o que sintas ou de onde provéns. Se queres aliviar o teu pequeno coração, apenas vem a Mim, que Sou teu Deus e conheço as raízes mais profundas de teu ser, de teus pensamentos e sentimentos, de tua vida, enfim.

Vem, alma pequena, ao Meu encontro, rendida e sincera, transparente e frágil. Não terás uma explicação para todas as coisas, porque às vezes não é o tempo de que conheças certas coisas sobre ti, mas sim que tenhas um alívio para tudo, e ele se encontra em Mim.

Por isso vem a Mim, humilde, sabendo-te pequena. Vem a Mim como filha que encontra refúgio em seu pai, e o que puder te explicarei. E, quando não for o tempo, apenas te aliviarei, e seja qual for Minha resposta, ela te fará crescer, porque às vezes cresces pelo conhecimento e, outras vezes, cresces por saber que nada sabes.”

Que esse diálogo, filhos, ensine-os a buscar o alívio sempre em Deus, e nem sempre encontrar as respostas, mas agradecer por Seu Silêncio como por Sua Voz e, sobretudo, acolher o Amor de Sua simples Presença.

Têm a Minha bênção para isso.

São José Castíssimo

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Uma alma que havia cometido muitos erros sentia-se impura e indigna diante de Deus e, frente a todos os pecados vividos, questionava o Senhor, dizendo: – “Senhor, pequei uma e muitas vezes; caí e, ao invés de levantar-me, submergi mais profundo nos abismos da vida. Hoje estou diante de Ti; chamaste-me a sentar à mesa da redenção. Diz-me, Senhor, é possível que um pecador como eu seja chamado por Ti? Como poderei dar os passos que Tu necessitas? Como curarei as infidelidades e os pecados mais profundos de meu ser?”

E, com Olhos de Misericórdia, o Senhor respondeu-lhe também com uma pergunta: – “O que fez o leproso para ser curado por Meu Filho, quando O viu aproximar-Se entre a multidão? O que fez a mulher do fluxo de sangue para liberar-se do peso de suas impurezas, quando, em seu desespero, viu o Meu Filho passar? O que fez Zaqueu para ser notado e, apesar de todos os seus erros, ser digno de um só olhar do Filho de Deus? 

O leproso, alma pequena, expôs-se e se humilhou diante da multidão. Com seu mau cheiro, com suas feridas, com seu coração quebrado e já sem esperanças, em um mundo onde para ele não havia salvação, a única solução foi recorrer a Cristo, sujo, impuro, enfermo, rejeitado.

A mulher do fluxo de sangue também se arriscou entre a multidão. Ela não queria ser humilhada, mas sabia que a única forma de curar-se era recorrer a Cristo. Dessa vez, foi o próprio Senhor que fez com que ela fosse notada, não para humilhá-la, mas para dar a conhecer ao mundo que, para curar-se e tornar-se limpo, haverão de expor os seus pecados e feridas diante de Deus. É pela porta da humildade que se chega aos Pés do Criador.

Zaqueu sabia de sua má conduta, sabia de seus pecados e imperfeições, mas, dentro de sua alma, falava mais alto a necessidade de perdão. Por isso se expôs e, diante da multidão, humilhou-se, subiu em uma árvore, em que todos podiam notar que, apesar de todos os seus erros, ele estava ali e enfrentou todos os julgamentos e críticas, simplesmente pela necessidade de estar diante de Cristo.

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Uma alma, sensibilizada com a urgência da necessidade do despertar da humanidade, com a urgência da necessidade de transformar-se e servir, orava a Deus pedindo-Lhe mais oportunidades de servir, mais responsabilidades e possibilidades de atuar em Seu Plano de Amor, dizendo: – “Senhor, aqui tens meu coração, meu espírito, alma, mente, corpo e sentimentos; usa-me para a manifestação de Teu Plano. Dá-me mais possibilidades de servir, mais responsabilidades para levar adiante a manifestação de Tua Vontade na Terra. Não me deixes, Deus, apenas observando a dormência da humanidade, mas coloca-me naqueles lugares onde eu possa servir cada vez mais ao Teu Coração.”

E, sabendo o Senhor do ímpeto sincero dessa alma por servir e entregar-se, com amor, respondeu-lhe: – “Alma pequena, não busques apenas servir mais, busca servir melhor. Não procures nas grandes coisas a oportunidade para manifestar a Minha Obra, porque Eu não quero de ti um mártir na história da humanidade, não quero de ti uma alma revolucionária, que será lembrada nos livros deste mundo. Eu te chamo a transformar a condição humana de dentro para fora.

Não te chamo a servir mais; antes, chamo-te a servir melhor, a polir em cada instante de tua vida o que te separa de Mim. Não te chamo a ser memorável para os homens, mas sim para toda a Criação, porque Meu Projeto se cumpre quando Ele triunfa no interior dos seres, em suas consciências, em suas almas e em seus espíritos.

Quando serves melhor, nas pequenas coisas, na excelência de tua entrega, no amor ao próximo, na sinceridade de tua oração, na transparência de tua expressão na vida, na vivência dos Dons de Meu Espírito, é, então, alma pequena, que uma grande obra se cumpre.

Quando serves melhor, naturalmente servirás mais, porque a própria energia da vida te conduzirá a responsabilidades maiores, estas que nem sempre serão materiais, mas muitas vezes serão internas, ocultas e invisíveis aos olhos dos homens, porque a atenção dos seres humanos está no exterior, mas o olhar do Universo está no que se realiza na essência dos homens, porque é assim que o Meu Plano se manifesta.

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Uma alma que aspirava a aprofundar sua união com Deus e amadurecer essa união através de uma entrega verdadeira e de um contato puro com o Coração do Pai Celestial, orava-Lhe, dizendo: – “Senhor, minha vida e toda a vida pertencem a Ti; meu coração e cada coração pertencem a Ti e são partes vivas de Teu Coração de Amor. Ensina-me, então, a sentir-me cada vez mais parte de Teu Ser, de Teu Espírito, de Tua Fonte. Ensina-me a viver e a mover-me sempre dentro de Ti, expressando-Te e sendo Teu instrumento neste mundo e além dele.”

E, depois de um instante em silêncio, contemplando o interior dessa alma, o Senhor respondeu-lhe: – “Para expressar mais a Mim que a ti, deves primeiro, alma pequena, fazer como te ensinou Meu Filho: entrar no teu quarto em silêncio e orar em segredo ao Meu Coração, que te escuta em segredo. É ali onde fortaleces tua união Comigo. Antes de demonstrá-la ao mundo, antes de ser um instrumento Meu diante dos olhos dos homens, primeiro deves não apenas construir, mas também consolidar e renovar, pelos séculos que virão, essa união com o Meu Coração.

É em segredo que Eu te revelo o que mais quero de ti; é em segredo que te mostro o Meu Reino em teu interior; é em segredo que escuto tua confissão e perdoo os teus pecados, lavo os teus pés, teu rosto e tuas mãos, e te faço nova, todos os dias, para que sempre tenhas uma nova oportunidade para tentar chegar mais perto de Meu Espírito, de Minha Fonte.

Completa tua oração com o serviço, silencioso e simples, esforçado e atento, mas sempre buscando a humildade. A princípio, alma amada de Meu Coração, não busques sequer dar o exemplo, porque aquele que está buscando dar um exemplo busca a atenção de alguém que o observe e que aprenda com ele. Tu não queiras ensinar, mas apenas viver; tu não queiras mostrar, mas apenas ser. Sabe que és uma aprendiz e que estás tentando a cada dia ser melhor, e se para a Minha Glória alguém te observar e aprender contigo, que teu coração não mude, mas permaneça eterno aprendiz de Meu Espírito, eterno serviçal dentro de Meu Plano, eterno buscador de Minha Presença. Assim aprenderás em um contato verdadeiro Comigo, e Eu estarei em ti, e tu Me representarás, talvez, sem sequer perceber.”

MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO JOSÉ, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE FIGUEIRA, MINAS GERAIS, BRASIL, À VIDENTE IRMÃ LUCÍA DE JESÚS

Contemplando o mundo e também os espaços mais internos de sua consciência, uma alma buscava paz e não conseguia encontrar. A confusão da humanidade, os desequilíbrios dos homens, enfermidades, sofrimento, falta de um verdadeiro sentido para a vida, isso era o que essa alma via ao buscar paz no mundo e até mesmo dentro de si.

Pedindo então o auxílio de Deus, essa alma orava ao Senhor, dizendo-Lhe: − "Senhor, se é possível sentir paz em tempos de angústias, dá-me a paz. Se é possível sentir-Te, mesmo no deserto, faz-me sentir. Se é possível manter a fé e acreditar que depois desta noite profunda virá a luz de um novo dia e de uma nova vida, concede-me então essa fé, porque me sinto perdida, sozinha e vazia, e não encontro senão angústias e incertezas ao meu redor."

E, depois de observar essa alma com um longo silêncio, o Senhor respondeu-lhe: − “Vê, alma pequena, teus pés estão, espiritualmente, sobre um monte; este é o Calvário do mundo. Para passar por ele, sem perder a fé e a esperança, ou a paz dentro de ti, deves colocar tua consciência no verdadeiro propósito de tua existência. 

Contempla então a Cruz e revive a cada dia o Calvário do Senhor. Medita em que momento Ele encontrava paz em Seu Coração e imita os Seus passos. Percebe que era no olhar de Maria Santíssima e na certeza de Sua presença silenciosa, durante todo o trajeto com a Cruz, que teu Senhor, Meu Filho, encontrava paz e Se renovava para seguir adiante. Era nos olhos de Maria, Virgem Mãe da vida, que teu Senhor encontrava esperança e retomava o propósito de cada gota de Seu Sangue derramado.

O Calvário destes tempos é desenhado pelas escolhas das almas do mundo inteiro. Como uma única humanidade, deverão passar por essa prova. Mas tu, alma pequena, podes viver o Calvário na inconsciência dos dois ladrões ou podes viver o Calvário renovando a Criação, as leis e a vida, como Cristo te ensinou a fazer.

Se perdes então a paz, busca essa paz nos olhos da Virgem Maria. Ora ao Seu Imaculado Coração, e Ela, que é a própria Fonte da Paz para toda a vida, te responderá com silêncio, mas com Seu profundo Amor, com Sua Paz e Sua renovação. Essa é a forma de encontrar a paz nestes tempos de transição.”

MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO JOSÉ, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE FIGUEIRA, MINAS GERAIS, BRASIL, À VIDENTE IRMÃ LUCÍA DE JESÚS

Uma alma estava aflita por sentir no profundo de seu coração que emergiam dores antigas, registros de experiências que ela desconhecia e de outras que parecia ter superado. Sentia que em seu interior não havia um tempo em que suas experiências antigas passavam e as novas surgiam de forma harmoniosa; mas tudo se misturava e se tornava difícil de compreender e de transformar o que havia em seu interior. 

Então, em uma oração sincera, essa alma questionou a Deus, dizendo-Lhe:  – “Senhor, o tempo passa fora de mim, mas dentro parece não existir. Como eu posso sentir e padecer de feridas que nem sequer tenho consciência de que existiam em meu interior? Hoje tudo é tão confuso; o que parecia estar superado emerge com mais força, e quando parece que eu já me levantei, volto a cair nos abismos de meus medos e incertezas, nas dores de feridas novamente abertas, sendo elas conhecidas e desconhecidas. Explica-me, Deus: como posso curar e superar o que acontece dentro de mim?”

E, com amor e sabedoria, o Senhor respondeu-lhe: – “Em verdade te digo que não apenas dentro de ti, mas também na verdadeira vida, o tempo não existe. O tempo é a forma que Eu criei para que as criaturas deste mundo pudessem crescer em uma sequência de leis e ciências divinas, que as mantêm em uma escola evolutiva até o momento de sua maturidade espiritual. O tempo acontece fora de ti, em teu lado humano. O tempo é percebido por teu corpo, mente e sentimentos, mas, em teu interior, alma pequena, e em tua essência mais profunda, não há tempo. Ali és semelhante a Mim, ao Meu Infinito; em ti pulsa uma vida eterna.

Quanto mais se aproxima a transição do planeta, que é a esperada maturidade humana, mais se chega ao momento em que isso que se oculta em teu interior se manifeste, que a verdade se expresse, que o tempo já não exista, mas que a Eternidade se revele. E é parte desse processo de transição que tua alma pequena veja emergir os registros mais internos daquilo que viveste em outros tempos, porque tudo emerge para ser reconhecido, conscientizado e equilibrado, segundo o despertar de tua consciência e o amor de teu coração. 

MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO JOSÉ, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE FIGUEIRA, MINAS GERAIS, BRASIL, À VIDENTE IRMÃ LUCÍA DE JESÚS

Uma alma sofrida, que nesta vida parecia não conhecer a alegria e o amor que outras tinham a oportunidade de experimentar, questionou a Deus, perguntando-Lhe: – "Senhor, vejo o mundo e encontro desigualdade, almas que se regozijam e almas que se desesperam, almas que são fortalecidas por Ti e almas que perdem suas forças e não encontram sentido para a própria vida. Diz-me, então, Tu que és o Deus de todos, o mesmo e o Único, qual o motivo dos desequilíbrios do mundo?”

E o Senhor, contemplando a sinceridade de seu sofrimento, respondeu-lhe: – "Eu Sou o Deus de todos os seres, Pai e Senhor de toda a vida, Deus Único e Trino, Deus de Amor e de Verdade. Mas a vida, alma pequena, é desenhada por leis que mantêm o equilíbrio da evolução de todas as consciências e as conduzem segundo as suas próprias escolhas. O Meu Amor pelas almas é o mesmo; com a mesma esperança aguardo que os corações retornem a Mim; mas o sofrimento ou as alegrias neste mundo não correspondem a uma decisão que Meu Coração toma em relação às criaturas.

O que é para ti o regozijo? Onde vês que encontram os homens a alegria em seus corações? Porque uma alma, para estar em verdadeira alegria, precisa apenas estar em Mim, e, ainda que sofra com a dor dos homens, o Meu Amor em seu coração não a deixa perecer.

O sofrimento do mundo, alma pequena, deve te fazer compreender a fragilidade da vida humana distante de Mim. A verdadeira dor que sentem as almas é por estarem distantes de Meu Coração ou por ignorarem a Minha Presença. Uma alma pode ter tudo na matéria e ser profundamente vazia e infeliz, assim como uma alma pode não ter nada e, no entanto, possuir a maior de todas as alegrias, que é estar em Meu Coração. Mas isso, alma pequena, é uma decisão diária, constante e permanente das almas que escolhem estar em Mim, e não no mundo.

Por isso, quando sentires vazio e sofrimento em teu coração, pergunta-te não onde Eu estou, mas onde estás tu. Meu Coração está em ti, mas tu estás em Mim?”

Que esse diálogo lhes recorde, filhos, que devem estar em Deus para compreender que a vida é feita de leis, que não descem aleatoriamente do universo, mas que são atraídas por cada alma que escolhe, com suas ações, pensamentos e sentimentos, o que atrairá para a sua própria vida.

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Uma alma que amava a Deus e o Seu Plano, mas que estava cheia de si mesma e de suas vontades, tentava a cada dia esvaziar o seu coração para viver as Leis Divinas. Essa alma preparava-se para tempos agudos do planeta, onde ela sabia que apenas o amor incondicional e a obediência seriam a base da transformação do velho homem naquele que o Criador esperava.

Orando um dia ao Senhor e pedindo-Lhe uma guia para o final dos tempos, essa alma Lhe disse: – “Senhor, custa esvaziar-me de mim, de minhas ideias e conceitos, do que acredito ser correto e o melhor para Ti; custa-me silenciar minha voz para escutar a Tua e confiar quando Tu te manifestas através de meus irmãos. Diz-me, ó Deus, como eu posso fazer para viver em Tua obediência, em Teu Amor e em confiança, e manter-me em Tua Vontade para os tempos que virão?”

E, contemplando o Senhor a sinceridade dessa alma, respondeu-lhe: – “Alma pequena, Eu te criei e conheço a tua força, força que deve ser rendida para dar lugar ao Meu Poder, este que ainda desconheces, porque tu dás mais lugar em teu coração para ti que para Mim. Tenho para cada um de Meus filhos dons inesgotáveis, o potencial não apenas de conduzir a vida na Terra com sabedoria, mas de transformar os universos. 

Porém, Meus filhos estão presos em si mesmos, em tudo o que conquistaram e aprenderam equivocadamente ao longo de sua evolução na Terra. Aprenderam que crescer é afirmar-se e reafirmar-se constantemente na própria vontade, e se perdem de todas as maravilhas e verdadeiros dons que Eu concedo aos que estão vazios de si.

Por isso, alma pequena, reconhecer tua ignorância é o primeiro passo; silenciar e conter teus impulsos é o passo seguinte; ser observadora, em oração, de todos os gestos da vida e dar tua opinião apenas quando ela for pedida. Antes de discordar de uma vontade alheia, primeiro a vive em obediência. Não queiras colocar tua vontade sobre a dos demais, sem antes aceitar o que te pedem. Eu forjo tua consciência e transformo teu orgulho humano através daqueles que enviei para que servissem contigo. Por isso, exercita obedecer sem condições e expõe teus sentimentos apenas quando te abrem caminho. 

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