MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO JOSÉ, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE AURORA, À VIDENTE IRMÃ LUCÍA DE JESÚS

Quando Jesus esteve na cruz e disse: “Pai, por que Me abandonaste?”, foi a Sua humanidade que proclamou essas palavras, foram as Suas células, sustentadas até ali pelo Poder Divino, que, no profundo, temiam a hora de se ver sozinhas com sua dor e seu padecimento.

Depois dessa pergunta de Seu Coração humano, Jesus reconheceu em todos os espaços de Sua Consciência, desde a matéria até o espírito, a Sua filiação e unidade com Deus. Compreendeu, em Seu íntimo, a essência do amor e do projeto humano e experimentou a plenitude de ser semelhante ao Pai.

O medo de Suas células se desvaneceu pela potência do amor e do perdão que dEle emanava. Jesus compreendeu a Vontade de Seu Pai e por que O abandonara naquela hora –que parecia ser a mais difícil–, se sempre O havia acompanhado. Ele descobriu que o Pai queria fazê-Lo sentir e viver que o amor que tinha em Seu interior O tornava semelhante a Deus e O unia a Ele e que, na verdade, o Criador não O havia abandonado: Ele O fez descobrir que o Pai estava nEle, assim como Ele no Pai, por meio do amor, do perdão e da misericórdia que, naquele momento, eram vertidos sobre a Terra.

A Virgem Maria e João compreenderam a Vontade de Deus quando viram Jesus na cruz, pedindo perdão em nome dos que O crucificaram, e aprenderam, junto com Cristo, a respeito desse amor insondável, que une a matéria ao espírito, que diviniza o homem.

Foi assim que a Virgem Maria e João também viveram esta profunda união com Deus, pelo simples fato de que eles observavam Cristo. Essa união foi vivida mais tarde pelos apóstolos e discípulos de Jesus e de Maria, por intermédio da graça do Espírito Santo e, dessa forma, todos venceram o medo da morte e da solidão, todos preencheram seus espíritos com a valentia que nascia da certeza de que Deus estava neles, porque eles eram parte viva da Consciência Divina.

Foi por essa certeza e por essa valentia que a Igreja de Cristo se consolidou na Terra. Mas, ao longo dos séculos, nem todos os homens compreenderam a Paixão de Jesus e meditaram em Seu exemplo, a ponto de se deixarem divinizar por Ele. Nem todos encontraram a certeza da semelhança com Deus e nem todos buscaram a sua fortaleza no Deus vivo do próprio interior.