Sábado, 21 de março de 2020

Mensagens diárias
MENSAGEM DIÁRIA DE SÃO PIO, TRANSMITIDA NO CENTRO MARIANO DE FIGUEIRA, MINAS GERAIS, BRASIL, AO VIDENTE FREI ELÍAS DEL SAGRADO CORAZÓN DE JESÚS

Eu disse uma vez que faria mais barulho morto do que vivo.

E hoje, sob a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo e a Seu pedido, estou aqui com vocês para começar o que Eu chamo ciclo das “Instruções do Coração”.

Será o compartilhamento de algumas reflexões que possam ajudar as almas a compreender estes tempos que a atual humanidade vive e a aprender a proteger os valores espirituais e crísticos que mantêm as almas dentro da vida de consagração. 

Da mesma forma, dedicarei grande parte do Meu tempo aos que estão aprendendo a viver o Dom do Sacerdócio e como conseguir protegê-lo dos embates que muitas almas, que internamente assumiram esse sagrado ofício, vivem hoje.

Estas mensagens, que Nosso Senhor me pediu que lhes entregasse, são um tesouro para a humanidade, para que as próximas gerações não percam os valores da espiritualidade e consigam manter o Propósito Divino em suas vidas.

Para começar, hoje trarei um aspecto que vive em todos os seres humanos e que colocou a humanidade em muitos inconvenientes, que é o que conhecem como autonomia ou, mais claro ainda, vontade própria.

Através dos tempos, o homem teve que aprender a sobreviver; mas depois que o homem conseguiu estabelecer uma base de vida altamente cômoda, para poder ocupar o espaço que ficava vazio, surgiu, há mais de 700 anos, o que conhecemos como autonomia.

Uma autonomia, que é movida pelo poder, é o que os seres humanos crêem ter sobre certas situações ou em certos espaços.

A autonomia é um mecanismo voluntário do ego espiritual e se manifesta especificamente em momentos culminantes, em situações inesperadas ou em questões da vida tridimensional.

Até os dias de hoje, a autonomia levou o mundo inteiro a permanecer sob um estado de consciência primitiva. Isso quer dizer que o impediu de aproximar-se da Vontade Divina.

Diz-se que uma pessoa autônoma é independente, livre e autossustentável.

Outro setor da humanidade considera a autonomia como liberdade de poder tomar decisões, sem necessidade de serem consideradas, estudadas ou vistas pelos demais.

A autonomia não é uma virtude nem um dom, tampouco é parte de um processo de evolução do amor; é uma das raízes principais do poder pessoal inamovível.

Nesse sentido, a forma de neutralizá-la é substituir a ação da autonomia através da obediência e, em casos extremos, permitir que algo seja decidido plenamente sob o consenso de todos e assumir as responsabilidades dessa decisão.

A autonomia é um dos aspectos mais difíceis de purificar, mas não é impossível de transcender.

A autonomia se fortalece, como aspecto, através das decisões pessoais ou das permissões que a consciência possa ter ou conceda a si mesma, primeiro nos pequenos detalhes da vida e, depois, nos detalhes das responsabilidades maiores. 

Diria que a autonomia é como uma enfermidade silenciosa, que não avisa, e que pode atuar até inconscientemente.

Para mudar o mecanismo espontâneo da autonomia ou da vontade própria, é necessário colocarem-se regras, mas devem ser regras simples e não inalcançáveis.

Essas regras podem ser:

•  estar mais atento,

•  colocar-se como observador,

• zelar atentamente pelos movimentos e os impulsos da personalidade.

Isso ajudaria a ir mudando, pacientemente, essa atitude e essa tendência frequente. 

É um trabalho de autoanálise e de amor interior, de paciência. 

Abençoa-os, sob a Luz de Cristo, 

São Pio